A construção de uma imagem pessoal assertiva passa por uma premissa básica: os 3Cs da imagem.


São estes os pilares da estratégia de desenvolvimento da imagem e do estilo, que norteiam a consultoria.


É preciso ter CLAREZA na mensagem que se quer transmitir, nos atributos pessoais e profissionais que se pretende ser percebido e na forma como se quer ser respeitada.


A COERÊNCIA da mensagem também precisa ser avaliada: o que você quer trasmitir faz sentido na sua vida, na sua rotina? Tem a ver com a sua profissão, com seu comportamento e seu propósito na vida?


E, finalmente, para que a imagem deixe uma marca, é preciso CONSTÂNCIA. A imagem precisa ser a mesma em qualquer situação em que você se encontre e não pode variar com humores, companhias ou ambientes. Sua imagem só será percebida da forma correta se houver frequencia e repetição na forma como você se comunica verbal e não verbalmente.


Juliette foi a grande vencedora do BBB. E foi também tema de aula na Miami Ad School, matéria em jornais e estudo de caso no segmento de publicidade digital...


Com apenas 4 mil seguidores no instagram no início do programa, ganhou mais de 1 milhão de novos fãs nas últimas 12 horas e uma fila de anunciantes querendo associar suas marcas ao seu nome.


Os números que acompanham o crescimento da popularidade desta paraibana são o reflexo de uma estratégia muito bem desenvolvida, que antecedeu todo o trabalho da sua equipe de mídias sociais.


Juliette entrou na casa com uma estratégia de imagem pessoal traçada no detalhe. Sua aparência, seu discurso e sua linguagem corporal, muito bem alinhados, representaram rigorosamente os atributos definidos como seus pontos fortes.


A maquiadora contratou uma consultora de imagem e uma stylist para criar uma imagem acessível, feminina, forte e honesta, que fez com que 26,1 milhões de pessoas se identificassem com ela e se sentissem representados de alguma forma.


Juliette se posicionou como paraibana (e não nordestina), pontuando sua participação com histórias, músicas e menções a produtos locais que trouxeram-na para dentro da casa de cada um de nós.


Mostrou, por meio de sua aparência, sua profissão de escolha e fez o delineador gatinho e o batom, sua assinatura pessoal. Usou as vestimentas e acessórios para ressaltar a beleza pessoal e marcar o atributo "feminino": usou tiaras, um mesmo colar e óculos de grau de formato redondo.


As peças que usou, muito bem editadas pela stylist, mostravam uma mulher acessível, mesclando a força do preto com modelagens românticas ou esportivas: um mix matador, que a separa das ex-BBBs ultra saradas e siliconadas, que posaram para capas de revista de fitness ou para a finada Playboy.


A paraibana usou as técnicas de coloração pessoal como poucas (quem é da área sabe que ela é inverno frio). Soube aplicar muito bem as cores frias, que a valorizam e deixam sua imagem mais suave no vídeo; brincou com a intensidade das cores para se destacar entre os participantes e para reforçar sua comunicaçao não-verbal. O contraste alto da sua coloração foi repetido em estampas e marcado no batom vermelho. Um visual harmônico visualmente, capaz de deixar registros muito claros no cerébro do mais

distraído dos espectadores.


Por fim, o look da final: um registro visual de tudo o que a estratégia de imagem desenhou: um vestido de paetês prata (tom frio, saturação e repetição dos acinzentados), um penteado jovem (acessíbilidade) em contraposição ao super decote do macacão (força), que foi arrematado por um laço no quadril, que ressaltou as formas naturais do corpo da vencedora (feminilidade). O look foi comprado numa loja off de marca conhecida (acessibilidade, proximidade).


A última edição do BBB foi uma aula de marketing. Mas, foi também um curso de imersão em imagem pessoal, reputação e gerenciamento de crise. Enquanto outros participantes, como Karol Concá tiverem que se retratar e se reposicionar no mercado de trabalho (e da publicidade) por erros na estratégia de comunicação verbal e não verbal, Juliette foi um case de sucesso digno de estudo e de apreciação.


Se você ainda acha que a consultoria de imagem é algo supérfluo ou desnecessário, convido-o a olhar os números de Juliette e reconsiderar sua opinião.




Photo: Marks & Spencer


São tons fora do espectro de cinzas, brancos e marrons que podem ser coordenados com quaisquer outras cores.


O terracota ou canela é o tom ideal para para substituir a frieza e formalidade do marrom em ambientes mais sérios. O tom, mais quente, aproxima e deixa a imagem mais amigável.


Já o mostarda pode substituir o bege e o cinza, trazendo mais modernidade e jovialidade às peças de alfaiataria.


O verde oliva remete ao casual, utilitário e cria um excelente contraponto à peças formais, além de ficar bem moderno com cores neon.