Proporção e adequação são as palavras de ordem na hora de montar o visual da noiva.


É preciso saber harmonizar os elementos que compõem o look, de forma que o rosto da noiva se destaque.


Isto quer dizer que a quantidade de brilho e de volume na parte de cima do look precisa ser equilibrada.


As proporções da saia e até do tamanho do buquê também precisam ser consideradas para que, visualmente, a imagem completa (do topo do vëu ao piso) esteja equilibrada. Uma noiva muito mignon "se perderá" numa saia godê muito volumosa ou com um vêu cheio. Assim como uma noiva muito alta ou de estrutura maior não deve usar um buquê pequeno.


Mas, nem todo mundo tem o sonho de casar vestida de princesa ou casa uma única vez. Portanto, existem excelentes alternativas ao vestido de noiva, que vão de opções mais curtas

e menos elaboradas, em branco até os macacões e ternos femininos.


Os looks em duas peças são mais frequentemente usados em casamentos no civil, em cerimônias menores ou por noivas modernas.


Não existe certo ou errado! A regra, neste dia, é ser você mesma e escolher um modelo que tenha a ver com seu estilo pessoal.


Segundo Lynne Franklin, presidente do Ted Talk Illinois, as pessoas são divididas em observadores, ouvintes e tácteis. Os observadores, 75% da população, são aqueles com memória visual, que falam olhando no olho e que buscam referências físicas ou estéticas para pensamentos, ideias e mensagens.


Isto significa que, se a aparência não estiver de acordo com o que se diz, o cérebro da outra pessoa registra a imagem e não a palavra, pois o órgão foi condicionado a não absorver informações conflitantes e a economizar energia.


Logo, a imagem - ou o "retrato" que ele vê naquele momento, passa a ser o registro que ele tem de quem está falando.


Uma roupa que não tem a ver com quem somos nos dá uma sensação de estranhamento, nos faz sentir desconfortáveis, fantasiadas, mesmo que não haja nada de errado com a peça.


Quando, sim, há uma questão de conforto, caimento ou adequação, o desconforto tira o foco, a produtividade e transmite a sensação de insegurança para os outros.


O gestual também tem efeito sobre o subconsciente do interlocutor: a forma como alguém se põe de pé, o movimento das mãos durante a fala e expressões faciais também imprimem registros visuais no cérebro das outras pessoas.



A minha premissa na consultoria de imagem e estilo é "simplificar o vestir".


Para mim, a tarefa de vestir-se todos os dias deve ser descomplicada e fácil. Mas, para isso é preciso autoconhecimento e ferramentas que façam com que seu armário sejam um investimento rentável na sua imagem pessoal e na profissional.


Meu propósito como consultora de imagem e estilo é desmistificar a máxima de que ter estilo é coisa de blogueira, de que é ter uma fórmula pronta para se vestir e impressionar.


Ter estilo pessoal é saber transmitir propósito, intenção e personalidade pela forma como se combina a apaência (cuidados pessoais) modelagem, cores e comunicação (linguagem corporal e escrita e tom de voz).


É entender o que cai bem no corpo, na rotina e no bolso. É comprar com inteligência e assertividade somente o que se vai usar, de diferentes formas, nas mais diversas situações.